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domingo, 19 de dezembro de 2010

Série: Don't shoot the dog II

Reforço negativo

Evitar algo que você não quer pode ser reforço também. Pesquisas demonstram que um mal comportamento pode ser aumentado com aversivos caso a mudança de comportamento faça com que o aversivo vá embora. Esses aversivos são chamados de reforço negativo, coisas que as pessoas e animais irão evitar. Reforço negativo pode consistir em um aversivo suave. Um olhar irônico de um amigo quando você conta uma piada sem graça ou um projeto de criança de crianças de ar condicionado que faz você levantar da cadeira.No entanto, mesmo aversivos muito intensos podem funcionar como um reforço negativo bem como as vivências de punição. Reforços negativos podem ser interrompidos ou evitados pela mudança de comportamento.Quando um filho por exemplo começa um comportamento, um aversivo pode pará-lo mas irá começar um novo comportamento.


Ou seja, a utilização de reforços negativos como ignorar, não dar aquele carinho naquele momento ou qualquer outra coisa que o animal ou a pessoa não queira que aconteça, pode ser válido desde que usado de forma consciente e que não dê alternativas para o sujeito começar outro comportamento. Reforçar comportamentos certos é melhor que usar aversivos para comportamentos ruins.








sábado, 18 de dezembro de 2010

Série: Don't shoot the dog

Hoje vou começar uma série de traduções do livro Don't Shoot the dog de Karen Pryor.
Como vocês vão ver abaixo sobre reforço positivo, falo para vocês que isso foi bem significativo para mim e espero que seja para vocês também.

"Reforço: Melhor do que recompensas.

O que é reforço positivo?

Reforço é tudo aquilo que acontece em conjunto com uma ação, tendendo a essa ação acontecer novamente.
Memorize essa declarção. Esse é o segredo de um bom treino.
Existem dois tipos de reforços: positivo e negativo. O positivo é tudo aquilo que o sujeito queira: comida, carinho, elogio. O negativo é tudo aquilo que ele quer evitar: um apito, uma cara de reprovação.
Um comportamento que já está ocorrendo independentemente da freqüência, sempre pode ser intensificado por reforço positivo. Se você chama um filhote e ele vem, e recebe um carinho ele terá cada vez mais confiança de vir mesmo sem outros treinos.
Imagine que você espera a ligação de alguém, se essa pessoa não lhe ligar, você não poderá fazer nada sobre isso.
O maior ponto do treino é que você não pode reforçar o que não acontece.
Mas, por outro lado, se sempre que as pessoas te ligam você está feliz, isso é um reforço positivo para ocorrer mais vezes.
Oferecer um reforço positivo é o mais básico de um treinamento sob reforços.
Na literatura de psicologia você poderá encontrar os termos “métodos comportamentais foram usados” ou “o problema foi resolvido com uma abordagem comportamental.”
Todos esses meios, é porque eles substituíram os reforços positivos pelos métodos que usavam.
No entanto, a substituição pelo método positivo é necessária.
O reforço positivo pode ser usado até em você mesmo.




A autora fala no livro sobre um senhor que era viciado em jogos de squash. Ele falou então a ela que iria usar suas técnicas de reforço positivo em seu treino, e lhe contaria depois. Duas semanas depois o senhor voltou contando que havia subido 4 “degraus” em sua classe porque ao invés de amaldiçoar toda vez que errava, começou a elogiar todos os seus bons tiros.


www.gettyimages.com


Os reforços são relativos e não absolutos. Chuva por exemplo é um reforço positivo para patos, negativo para gatos e neutro para vacas que estão dentro do curral. Comida por exemplo, não é um bom reforço uma vez que você já tenha feito uma refeição e esteja satisfeito.Sorrisos e elogios podem ser inúteis uma vez que a outra pessoa estão tentando lhe irritar.Portanto, o que vai ser ofertado como reforço deve ser algo que o sujeito queira e goste.Isso faz o treino de cada um ser diferente e inovador, trazendo desafios para o treinador e treinado. É útil ter uma gama de reforços para um mesmo treino. Baleias assassinas usam variados reforços e sempre fazem esforço para ter sua recompensa. No entanto, elas nunca sabem qual será o reforço da próxima ação de modo que em muitos shows o uso de peixes como recompensa não é nem necessário.
A necessidade de mudar de reforços é interessante e desafiador para o treinador e o treinado.
Reforços positivos são bons para humanos também como ganhar presentes onde tem que se adivinhar o que irá ganhar. Para o presenteador também é bom adivinhar o presente certo. Na nossa cultura, a tarefa de presentear muitas vezes é da mulher.Um homem que observa os poderes dos reforços positivos tem, sem dúvidas, um passo a frente dos outros homens que não perceberam."

Agora espero o reforço positivo de vocês comentando e dando sugestões do que acharam.



Essa é uma tradução livre feita por Aline Viena de Souza e não deverá ser copiada sem devida permissão.

Psicologia Reversa

O Fred é um cão terrivel em questão de obediência. Ele só obedece quando quer e no grito.
Acontece que ele está latindo muito para os vizinhos e quando eu estou em casa tento amenizar a fúria da vizinha e a de minha mãe, pois é o dia todo.
Mostro sandália, ele pára. Mostro vassoura, ele pára (ele nunca apanhou de vassoura, tá? é só porque ele se assusta quando ele próprio derruba). Mas nunca é uma coisa duradoura.
Então resolvi fazer diferente e como a Lu ja tinha me dito pra fazer há um tempo. Ele latia, eu dava carinho a quem estava quieto e com a voz tatibitati que ele mais gosta que seja endereçada a ele.

Depois de umas cinco tentativas, finalmente ele resolveu que só receberia carinho da mamãe quando estivesse ao meu lado e associou a ficar quieto sem latir, a estar comigo recebendo carinho e beijinho da mamãe.
Se ele não fosse tão infernal, eu o chamaria de fofo. rs

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A hora certa..

A hora certa de se chamar um adestrador, as vezes é uma linha bem tênue de se entender.
O ideal seria que todos os leigos assim que adquirissem seus cães, já o fizesse. Mas, nem todos (me incluindo nessa) acham necessário chamar de imediata um adestrador.
Afinal, são tantas dicas na internet, tantos livros e vídeos de como se demonstrar dominância e pedir obediência à seus cães que as pessoas acham desnecessário pagar para uma pessoa lhe passar o que os vídeos/livros/fóruns no orkut lhe ensinaram.
Ledo engano!
E quem vos fala está passando na pele exatamente agora o preço desse engano.
Cheguei no meu limite, e reconheço. Todas as dicas, todas as leituras tem sido inúteis no caso do Frederico.
Por mais que eu faça tudo direitinho (a meu ver) ele continua rosnando/latindo/avançando nas pessoas na rua e isso já está tomando meu nervo.
Sou por natureza estourada e parto para ignorância quando algo me irrita demais.. porém.. não quero fazer isso com meu cão pois ele não entende o que eu falo..e se ele não entende, é porque eu não sei me comunicar com ele, não o contrário.
Eu escolhi tê-lo em minha casa e torná-lo membro de uma familia humana e canina. Portanto, eu como líder (e mãe substituta) devo ensinar os modos a ele.
Mas como fazer isso, quando não se percebe onde está errando?
Buscando um profissional.
Além de ser uma pessoa de fora, é uma pessoa que além de teoria, tem prática também.
Teoria tenho livros e mais livros, leituras e mais leituras, discussões e mais discussões, mas francamente? Não tenho prática nenhuma!
Algumas técnicas que aprendi na teoria, me ajudaram a educar meus outros cães em vários sentidos. O pê HOJE não tenho do que reclamar.
Um cão obediente, apesar do seu temperamento intepestivo.

Cheguei ao ponto do Frederico me morder, e aí, a coisa está MUITO feia.
Um subordinado nunca deve agredir o seu líder, e eu que devo ser a líder, não o contrário.
Ser líder não é só o que vemos no Cesar Millan, vejo como ser líder como a Dra. Temple Grandin coloca em seu livro, vejo como liderança de cães o papel de pais substitutos. Não é controlar o tempo todo todos os comportamentos do meu cão, mas é saber educá-lo para em momentos específicos ele saiba me obedecer, porque afinal, uma criança que não obedece a mãe não tem culpa nenhuma, apenas tem uma mãe que não soube dá-lo disciplina.

Por isso, pesso a todos vocês que por um momento reflitam:
está na hora de contratar um profissional?

Por que meus amigos, adestramento é muito mais do que "senta" e "deita", é saber educar seres que dependem exclusivamente de nós para tudo.
Portanto, nada mais justo do que educá-los e torná-los aptos à convivência junto àos meus amigos e visitantes e tornar do meu cão, um cão ao menos, agradável.
Ele não é obrigado a gostar de toques, brincadeiras e chamegos de estranhos.. não mesmo!
Ele apenas é obrigado a se portar de maneira educada e gentil próximo de quem eu gosto e quero estar, e não, pular e querer morder qualquer um que não seja do seu convívio.

A culpa é minha, eu sei. Porém estou correndo atrás do meu erro.. e você? Está correndo atrás?
Por que antes de castrar ou dar florais a seu cão, não entra em contato com um comportamentalista animal que poderá lhe dar diretrizes de comportamento para o seu cão?

Você e o seu cão merecem!
Pensem nisso!




esse é o motivo da minha dor de cabeça.. Frederico.








sexta-feira, 23 de julho de 2010

Jackpot

Olá!

A Aline me convidou a postar aqui no blog dela, o que me deixou muito entusiasmada. Pensei em um monte de assuntos e, por fim, resolvi falar sobre uma coisa que não vejo muito por aí, que serve como dica para qualquer um que tenha qualquer tipo de pet.

Como e quando mimar seu pet?

Quem mantém um animal, por mais que esse animal tenha função na casa (como guarda, cães guias, de terapia etc) o faz por amor, por carinho e, em parte, para suprir sua necessidade de afeto. É normal, muito comum, ver pessoas que se sentem mais confortáveis com animais do que com outras pessoas, que tratam seus animais como parte da família, ou até melhor! hehehe

Tem gente radicalmente contra esse tipo de tratamento, tem gente radicalmente a favor. Mas observando a parte prática e focando no animal: o modo e momento que isso é feito pode ser extremamente positivo e interessante ao convívio, educação e treinamento, como pode ser absolutamente errado e inviabilizar a relação.



É inegável que faz parte da nossa natureza observar o que nossos animais gostam: brinquedos, comida, carinho, passeios, pessoas, brincadeiras, outros animais etc. Então esse é o momento de aproveitar esse conhecimento e transformar isso a seu favor!

O melhor texto que já li sobre "mimos" (o nome correto do que estou me referindo é jackpot) está no livro da Karen Pryor: "Don't shoot the dog". O livro fala de adestramento positivo, onde o cão é condicionado com reforço positivo. E, nesse momento, é importante dizer que, os petiscos e recompensas usados no treinamento não são mimos, são recompensas por um trabalho que o cão realizou corretamente.



Ou seja, o seu chefe lhe pagar no fim do mês não é um mimo, certo? mas te dar uma cesta de natal no fim do ano pelo bom trabalho, ou ingressos pro cinema por ter resolvido um problemão, são mimos! O mimo que eu digo, é aquele carinho, aquela recompensa, o reforço positivo que vem inesperado e é bom para caramba!

Se todo dia na hora da novela seu gato deita no seu colo e vc fica fazendo carinho enquanto vê TV, está condicionando ele a ficar com vc, não é um mimo, ele está condicionado aquilo. Mas se no dia que seu filhote teimoso faz todas as necessidades no lugar certo você der um ossão para ele brincar, isso é um mimo, ou melhor, um jackpot. Ele não fez para ganhar o osso, nem poderia imaginar que aquela atitude teria uma recompensa boa dessas!

Agora pensa, você resolve um problemão absurdo no trabalho e, sem nem esperar, ganha ingressos pro filme que você queria muito ver. Da próxima vez que um problema assim surgir, você vai ter muito mais boa vontade em resolver né? Por outro lado, se você salvar a pele do seu chefe e ele nem vier te agradecer, na próxima você deixa ele se virar sozinho, certo?

Os animais funcionam assim também! E o jackpot é isso, é um presentão, o melhor deles, a coisa que seu bicinho mais valorizar vindo para ele na hora que ele menos espera, uma surpresa muito boa! Isso transforma a relação de vocês, amplia, traz novos significados.



No entanto, existem condições, claro!

- O jackpot tem que ser algo raro, ou seja, se seu cão passeia todo dia, passear não é um jackpot, a menos que vocês vão para um parquinho onde ele possa correr solto.

- O jackpot tem que ser raro, tem que ser mágico, tem que entusiasmar. Tem que ser a recompensa que seu bicho mais gosta de todas!!

- O jackpot jamais pode vir como "fazer as pazes", se você brigou com seu cão não pode chegar logo depois com um brinquedo novo! Jamais recompense o erro!

- O jackpot não precisa vir só quando seu cão fizer uma coisa certinha e perfeita, muito boa. Pode ser só um dia que você acordou de bom humor, daí você faz aquela comida favorita dele só para mostrar que ele é um bom menino! Do nada mesmo, vai ser mais surpreendente ainda!

Só é ultra importante ter certeza que não está oferecendo o jackpot na hora errada, pois poderia reforçar um comportamento que não quer. Para quem treina obediência sabe que tem horas que o bichinho começa a ficar cansado e demorar mais para dar resposta. Se nessa hora surgir um jackpot, o entusiasmo volta rapidinho! (desde que ele estivesse fazendo tudo certo, apenas menos entusiasmado)

Se seu cão tiver regras, souber obedecer, tiver respeito e confiança em você, o jackpot, qualquer que seja ele, pode ser o diferencial entre ter um pet sempre ao seu lado te olhando e o que nunca está visível, que você tem que se esgoelar para ele aparecer.

Eu, pelo menos, adoro meus cães perto de mim. Meu Jackpot com eles é, principalmente, brincadeiras e meus momentos "felícia", de sentar no chão e passar um tempão brincando, apertando e fazendo carinho neles. É recompensa e alegria para mim e para eles!



Quem tentar, depois me conta o resultado!

sábado, 10 de abril de 2010

Desenvolvimento emocional do filhote

Período Neonatal
Do nascimento aos 14 dias de vida.
É a fase em que o cão depende exclusivamente da mãe para urinar, defecar e controlar a temperatura corporal.
Dorme 90% do tempo, rasteja e mama

Período de transição
15 a 21 dias de vida.
Os olhinhos se abrem, o cão começa a engatinhar e o cão já começa a ouvir.
Começa a defecar sozinho e inicia a ingestão de líquidos (lambendo).

Período de reconhecimento
21 a 28 dias
Ouve bem, enxerga e o olfato já está desenvolvimento.
Abana a cauda, brinca e morde os irmãos.
Reconhece movimentos e objetos.
(precisa demais da presença da mãe para se sentir seguro)
O ambiente preferível nessa fase deve ser hiper tranquilo.

Período e socialização.
21 a 49 dias de vida.
Fase das explorações, atividades grupais e jogos sociais. Início da determinação hierárquica emocional.
(O filhote não deve ser retirado da mãe antes desse processo para o seu devido desenvolvimento emocional)

Período de socialização com os humanos.

Sete a doze semanas de vida.
É o melhor momento para o seu novo ambiente. Momento em que o cão deve ser apresentado a maioria das situações.

Primeiro Período do medo

8 a 11 semanas de vida.
Nesse momento as situações devem ser apresentadas com cautela para evitar futuros traumas.

Período de rebeldia
13 a 16 semanas de vida.
Fase em que o animal treina brincadeiras de morder e tenta impor a liderança.
Apresente-se como líder para n ter trabalho futuramente. Nessa fase você sente pena, no futuro você vai sentir arrependimento.

Período de surdez seletiva

4 a 8 meses.
Quando os peludos safados que nem o Frederico só ouvem bronca quando querem, seu nome quando interessa.
Momento bom para iniciar comandos a fim de evitar fugas e acidentes.


Segundo Período do medo
6 a 14 meses.
Faz-se necessário a reapresentação de tudo da mesma forma que no primeiro período.

Período da maturidade
De 1 a 4 anos de vida.
Ocorre a maturidade sexual. (nos cães menores essa fase é mais rápida)
É comum haver o aumento da agressividade e ele novamente tentará impor sua liderança. Fique de olhO!

Texto retirado do livro Florais para Cães. autora: Jackeline Pinto.

Bom final de semana e um beijo dos peludos

sábado, 13 de março de 2010

Filhos sim, por que nao?!


Algumas pessoas me dizem que eu trato meus cães como se eles fossem da família e isso é verdade. Me sinto mãe, irmã, responsável pela saúde e bem estar deles.
Mimo, dou beijo mas uma coisa que não deixo eles esquecerem é da natureza deles.
Como assim?? Primeiramente com a comida, que é natural.. muito perto da que eles comeriam se vivessem na selva.
Não é resto de comida, é comida feita para eles, estudada para que eles possam comer.

Mas uma coisa sempre me incomodou, que é o fato de em algumas situações eles não me respeitarem. Oras, que mãe que aceita que seus filhos a desrespeitem e não obedeçam??
Então, como a mãe neurótica que sou, comecei a comprar livros entrar em comunidades no orkut sobre cães e descobrir um treco chamado "liderança"
No primeiro momento achava aquilo tão autoritário.. mas continuei a ler. E pra mim fez sentido.
Na selva, eles sempre escolhem um líder, que n precisa ser nem o mais forte, nem o que late mais alto muito menos o maior, mas sim, o que sabe mandar, o que tem energia e equilibrio para mandar.

E lendo o livro do César Millan (O encantador de cães e Cães educados, donos felizes) eu pude ver erro por erro meu.
Então, decidi praticar o que ele diz ser o primeiro momento da liderança a "migração"
Mas o que é isso?? Na selva, eles andam por horas a fio até achar um lugar para caçar. Isso faz parte da prática de vida deles.
Então, comecei a fazer isso com o pe. No primeiro dia, andamos uma hora que eu nem notei. Saímos sem compromisso e voltamos ambos felizes.
Incrível como nossa relação se estreita, como parecemos participar da mesma energia. É um momento mágico.



Mas, o que eu faço para ser líder??
PRIMEIRO..saiba que liderança não é nada ruim e que o cão gosta de ter um líder que lhe mostre o que fazer e dê broncas quando necessário.
Não é bater mas sim um olhar, um "pshhh", um "não" na hora certa que mostra pro seu cão "eiii.. aqui o alpha sou eu.. acho bom você respeitar isso!!"

Ser líder, é ser pai, é saber dizer não, é não ter medo de "faniquitos" e respeitar os limites que VOCÊ aceita e os que você NÃO aceita.
A casa é sua, não do seu cão. E isso não o humilha e sim o honra por poder partilhar do seu lar e do seu amor.


Muito amor e lambidas para todos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Pit Bull é o vilão?








oi

tem um pessoal querendo mudar para meu condominio trazendo um pit-bull.
nós estamos apreensivos quanto a isso que eu queria saber se legalmente pode-se proibir ou impor restriçoes a vinda dessa raça de cachorro para o condominio.

obrigado



Diante desse e-mail e do meu repudio por preconceito animal, fiz uma pequena pesquisa sobre a raça para poder todos verem o que realmente são os pit bull.


História da Raça

O American Pit Bull Terrier foi uma raça desenvolvida no começo do século XIX na Europa pelos ingleses. O primeiro Pit Bull surgiu do cruzamento do antigo Bulldog Inglês com o já extinto Terrier Inglês (muito assemelhado com o atual Jack Russel Terrier), com muita agilidade e força física. Selecionado por sua força e combate, o Pit Bull foi levado para a região Oeste dos Estados Unidos, onde começou a ser desenvolvida a raça com mais intensidade no formato atual. A partir daí eles passaram a ser usados em esportes sangrentos, inicialmente lutas com ursos ou touros e depois lutas somente entre cães.

Em 1835, com a proibição das rinhas, tiveram que fazer uma nova seleção de cães retirando da reprodução os agressivos e selecionando os exemplares com temperamento equilibrado. Em 1898 o United Kennel Club (UKC) reconheceu o primeiro exemplar da raça e em 1909 foi fundado nos Estados Unidos a ADBA (American Dog Breeders Association), uma associação exclusiva de criadores da raça Pit Bull. Ambas na medida do possível tentam manter o Pit Bull no formato original com a incomparável determinação (Gameness) que é uma das principais características da raça, seguido de força muscular, agilidade e resistência. Sua força é desenvolvida tanto para deslocamentos horizontais como corridas, quanto verticais como saltos e escaladas em árvores. Possui grande resistência orgânica e raramente fica doente. É capaz de correr durante muito tempo sem se cansar e é tão determinado que quando tem uma tarefa a cumprir raramente desiste. Quanto ao temperamento, é um cão inteligente, fiel ao dono e dócil quando bem tratado por quem o adquire. Para adquirir um exemplar desta raça, o novo dono deve saber de início que por ser um cão atleta nato, necessita de bastante exercício, devendo ser treinado e socializado desde filhote. Quando confinado em um espaço muito pequeno nasce a depressão de isolamento que pode gerar problemas no temperamento do cão. O temperamento de qualquer cão divide-se em dois tópicos, o instinto que é a aptidão do cão para algumas funções como caçar, pastoreio, guarda, etc e o comportamento que são as atitudes de personalidade dele que são adquiridas no meio onde ele vive. Portanto deve-se saber que o Pit Bull tem o instinto para atividades de resistência (esportes por ex.), usado erroneamente por pessoas cruéis naquela época em rinhas; e caça de pequenos animais herdados de seus ancestrais terriers. Muitas vezes a culpa de um cão ficar agressivo é do próprio dono que não sabe lidar com o animal, o ser vivo que convive com ele dentro de casa. Assim, quem leva um pit para apartamento, já deve se preparar para incluir pelo menos 1 hora diária de passeios com exercícios. Hoje o Pit Bull pode se adaptar a qualquer atividade sadia que não seja a rinha, como por exemplo os esportes radicais, provas de trabalho com tração, Agility e até as exposições de beleza. A rinha é classificada como Crime de crueldade aos animais (art. 32 da Lei 9.605/98) com pena de 3 meses a 1 ano de detenção e multa.


Padrão da raça

Existem 2 padrões normalmente utilizados pelos clubes cinófilos no Brasil, o da ADBA (American Dog Breeders Association), que é uma associação americana especializada na raça American Pit Bull Terrier e que surgiu em setembro de 1909 e o da UKC (United Kennel Club) que é um clube para todas as raças e que foi o primeiro a reconhecer a raça American Pit Bull Terrier nos Estados Unidos em 1898. O Pit Bull Club do Brasil trabalha com o padrão da ADBA. Veja abaixo os dois padrões traduzidos na íntegra:


INTRODUÇÃO: A experiência com atletas, cães, cavalos, gado, porcos e galinhas indica que para tudo que vive e respira existe um exército de "experts" para lhe dizer como deve ser o aspecto daquela criatura em particular. Muitos desses "experts" aparentam não possuir a capacidade para quantitativamente distinguir um atributo físico de outro. Muitos começam com um animal que eles gostam e constroem um padrão para enquadrá-lo, mas alguns têm uma percepção totalmente distorcida sobre quais dimensões físicas trabalham melhor. As pessoas cujas opiniões sobre conformação têm passado pelo teste dos anos são, sem exceção, profissionais que ganham dinheiro com os animais. Um vaqueiro experiente é capaz de selecionar dez dentre duzentas vacas leiteiras baseando-se em sua conformação, assim como aqueles ligados a cavalos sabem que aqueles com certas características dificilmente cruzam a linha de chegada em primeiro. Profissionais buscam animais aptos a desempenhar uma tarefa. Amadores, justamente porque não têm como testar suas teorias, apenas alimentam suas imaginações. O pit bull foi desenvolvido no passado para vencer seu oponente num combate. Sua conformação deve, então, ser baseada na tarefa que ele deveria desempenhar. Desta forma, o padrão de conformação não pode ser baseado naquilo que alguém pensa que seja a aparência de um cão de combate; deve ser baseado nos atributos físicos apresentados por cães vencedores. O mundo mudou e com ele mudaram os padrões sociais, éticos, morais e legais.

Não sendo mais admissível que brigas de cães ainda ocorram no mundo de hoje, é de se esperar que, à vista do acima exposto, a aparência da raça vá se transformando até que pouca semelhança guarde com os guerreiros de outrora. Para que as gerações futuras possam conhecer a estrutura autêntica do mais extraordinário animal que o homem já criou, foi escrito este padrão, tendo como premissa que a conformação deve refletir o ideal para o emprego do animal.

CONFORMAÇÃO: Primeiro, olhe para o perfil global do cão. O ideal é que ele pareça quadrado quando visto pelos lados. Isto é, a distância do ombro até a ponta dos quadris é aproximadamente igual à distância do topo do ombro ao chão. Este cão terá uma postura altiva e terá o máximo de alavanca para seu peso.Isto significa que, numa posição normal de "stay", com o jarrete ligeiramente atrás dos quadris, a base do cão (distância entre os pés) será ligeiramente maior do que sua altura. Utilizando os quadris e os ombros como guias evita que o observador seja enganado pela forma como o cão esteja em "stay". A proporção peso/altura é crítica. Como os cães entram em combate com pesos idênticos, quanto maior for o cão naquele peso, maiores suas chances. Daí temos que cães atarracados, com corpos alongados, ombros pesados e pernas grossas usualmente perdem para oponentes mais altos e esguios. A natureza normalmente dota um cão alto e esguio com um pescoço mais longo. A prática já comprovou ser esta uma grande vantagem, por permitir que este cão alcance partes importantes de seu oponente antes que este faça sua "pegada".

O pescoço deve ser fortemente musculoso desde a base do crânio. Em segundo lugar, observe sua traseira. Esta é o propulsor de qualquer quadrúpede. Oitenta por cento do trabalho de um cão de combate é executado pelos quadris e patas traseiras. Uma garupa longa e descendente é da maior importância, pois seu comprimento é o que permite que o fêmur funcione como uma alavanca. Esta garupa longa dá ao cão um aspecto ligeiramente carpeado - daí o tão comentado porte baixo da cauda. A pelve e os posteriores devem ser largos, proporcionando uma ampla superfície para inserção dos glúteos e dos biceps femoris - os principais propulsores desta máquina. O fêmur deve ser menor do que a tíbia. Isto significa que a articulação do joelho deverá ficar no terço superior dos membros posteriores. Não é difícil encontrarmos cães com joelho baixo. Via de regra, eles possuem uma musculatura mais impressionante por causa do biceps femoris maior, mas são supreendentemente fracos e lentos por causa da perda de alavanca causada pelo fêmur mais longo. Um fêmur mais longo que a tíbia usualmente proporciona uma boa angulação de joelhos, o que por sua vez leva a uma boa angulação de jarretes. Este último é um aspecto crítico da "wrestling ability". Quando um cão é empurrado para trás, ele precisa se basear na elasticidade naturalmente proporcionada por sua angulação para controlar seu movimento.

Cães sem angulação lutarão bem enquanto sua força muscular puder sustentá-los, mas tão logo seus membros posteriores se cansem, perderão sua capacidade de combater. Por fim, observe seus anteriores. O cão deve possuir um toráx profundo, com costelas bem arqueadas acima, mas estreitando para baixo na direção do esterno. Profunda e elíptica, quase estreita mesmo, é preferível ao formato arredondado como um barril. A caixa toráxica aloja os pulmões, que são bombas e não tanques de armazenamento. As costelas são como foles. Sua eficiência está relacionada com a diferença de volume entre a contração e a expansão. Um cão que possua a caixa toráxica como um barril, além de carregar mais peso para sua altura, tem uma bomba de ar de baixa eficiência; precisa respirar mais vezes para conseguir o mesmo volume de ar. A profundidade da caixa toráxica proporciona mais espaço para pulmões maiores. Os ombros devem ser ligeiramente mais largos do que a caixa toráxica na altura da oitava costela. Ombros muito estreitos não suportam uma musculatura adequada, mas ombros muito largos tornam o cão lento e adicionam peso desnecessário. A escápula deve ser larga e achatada, fazendo um ângulo de 45o ou menos com o chão. O úmero deve estar em um ângulo idêntico na direçãp oposta e ser longo o suficiente para que os cotovelos fiquem abaixo da base da caixa toráxica., Os úmeros devem estar quase paralelos à coluna vertebral e os cotovelos juntos do corpo, não para fora como num bulldogue inglês. Este tipo de ombro é mais facilmente deslocado e quebrado.

Os antebraços devem ser apenas ligeiramente mais longos do que os úmeros, robustos e sólidos - aproximadamente o dobro da grossura dos metatarsos dos jarretes. As patas dianteiras e os ombros são severamente castigadas em combate e sua robustez é uma grande vantagem. A relação entre as patas dianteiras e traseiras deve ser, à primeira vista, de uma forte dianteira e uma traseira delicada. Isto se deve ao fato de que, em um cão atlético, os jarretes e a parte inferior da tíbia devem ser leves e flexíveis. As patas dianteiras devem ser pesadas e de aparência sólida. Contudo, o observador experiente irá observar a pelve larga, o traseiro e o fêmur poderoso, componentes que proporcionam um posterior mais musculoso. A cabeça varia mais no pit bull moderno do que qualquer outra parte do corpo, possivelmente porque sua conformação é o que menos tem a ver com sua performance. Porém, certos atributos que parecem ser vantajosos. Em primeiro lugar, seu tamanho. Uma cabeça muito grande apenas carrega mais peso e aumenta as chances de Ter de lutar com um cão mais pesado. Uma cabeça muito pequena é facilmente castigada por um nose fighter e também muito facilmente sacudida por um ear fighter. Já num cão bem proporcionado, a cabeça parece ter cerca de 2/3 da largura dos ombros e ser cerca de 25% mais larga nas bochechas do que no pescoço na base do crânio; a distância do occipital até o stop deve ser quase igual à distância do stop à ponta do focinho.

O encontro do crânio com o focinho ("bridge of the nose") deve ser bem desenvolvido, o que torna a área diretamente sob os olhos consideravelmente mais larga do que a cabeça na base das orelhas.. A profundidade do topo do crânio à base da mandíbula é importante. A mandíbula é fechada pelo músculo fossa-temporal exercendo pressão no processo coronóide. Quanto mais profunda for a cabeça neste ponto, isto é, entre o arco zigomático e o processo angular na base da mandíbula, maiores serão as chances de que o cão possua maior poder de alavanca para fechar a mandíbula e mantê-la fechada. Um focinho compacto e mandíbulas bem desenvolvidas não têm muita relação com potência da mordedura, mas suportam melhor o castigo em combate. Cães com lábios pendentes ficam continuamente prendendo os lábios nos caninos (fanging), o que é uma grande desvantagem para eles. Os dentes devem se encontrar na frente, mas o mais importante é que os caninos devem trabalhar bem ajustados, os superiores por trás dos inferiores, quando a boca se fecha. Os olhos são amendoados quando vistos pela frente. No geral, tal cabeça possuirá o formato de uma cunha quando vista pelo topo ou de perfil, redonda quando vista pela frente. A pele deve ser grossa e solta, mas não apresentar dobras. Deve parecer estar bem estirada, exceto em torno do pescoço e do peito. Aqui a pele deve ser solta o suficiente para apresentar pregas verticais mesmo num cão bem condicionado (atenção: NÃO é barbela!).

O porte da cauda é o mais importante. Ele deve ser baixo. Seu comprimento deve ser até logo acima da ponta do jarrete, grossa na base e afinando para a ponta e deve pender como a manopla de uma bomba quando o cão está relaxado. Os pés devem ser pequenos e altos (pés de gato). A movimentação do cão deve ser leve e elástica. A maior parte do que foi descrito acima se refere às características ósseas do cão. Quando olhamos para sua musculatura do ponto de vista do criador, é muito mais importante olhar para as características genéticas do que para a aparência obtida pelo condicionamento. Um cão geneticamente poderoso pode ser um vencedor mesmo nas mãos de um treinador inepto, mas um cão geneticamente fraco precisa de um bom handler para vencer.

O condicionamento não pode fazer muito por ele. Pense nos ossos como alavancas, tendo as juntas como fulcro e os músculos como a fonte de força. Os músculos devem ser longos. Músculos curtos podem ser mais impressionantes, mas não são atléticos. A potência de um músculo reside em sua capacidade de contração; quanto maior a diferença entre o relaxamento e a contração, maior sua potência. A pelagem pode ser de qualquer cor ou combinação de cores e deve ser curta e áspera. O brilho da pelagem usualmente reflete a saúde do cão, o que é importante para o atlético APBT. Acima de tudo, o APBT é um atleta completo. Sua constituição deve ser apta a proporcionar velocidade, força, agilidade e energia física, mental e emocional para suportar atividades extenuantes por longo tempo. Ele deve ser equilibrado em todas as direções; o exagero de uma característica vai roubar alguma coisa de outra. .

O PADRÃO OFICIAL REVISADO, SEGUNDO A UKC AMERICAN PIT BULL TERRIER - PADRÃO OFICIAL U.K.C. Revisado em 1 de outubro de 2.000 Tradução: Agnes Buchwald / Presidente do Kennel Club Paulista


APARÊNCIA GERAL: O American Pit Bull Terrier é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto, sendo que as fêmeas podem ser algo mais longas que os machos. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual 'a metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas e podem ser naturais ou cortadas (lembrando que no Brasil está proibido o corte de orelhas). A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando-se em direção da ponta. O American Pit Bull Terrier se apresenta em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.

CARACTERÍSTICAS: As características essenciais do APBT são a resistência, autoconfiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo fato que a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto uma boa cerca é necessária para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isto é extremamente indesejável. A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar. O American Pit Bull Terrier sempre foi capaz de executar uma grande variedade de trabalhos, portanto, exageros ou faltas devem ser penalizados na proporção do quanto podem interferir na versatilidade do cão.

CABEÇA: A cabeça do APBT é singular e é um elemento chave quanto ao tipo da raça. A cabeça é grande e larga, oferecendo uma impressão de grande poder, mas não deve ser desproporcional ao tamanho do corpo. Vista de frente, a cabeça tem o formato de uma cunha rústica, larga. Quando vista de lado, o crânio e o focinho são paralelos entre si, unidos por um stop bem definido e moderadamente fundo. Os arcos supra orbitais sobre os olhos são bem definidos mas não pronunciados. A cabeça é bem cinzelada, unindo resistência, elegância, caráter.

CRÂNIO: O crânio é largo, plano ou levemente arredondado, profundo e largo entre as orelhas. Visto de cima, o crânio vai afilando levemente em direção ao stop. Existe um sulco mediano profundo que vai diminuindo de profundidade do stop ao ocipital. Os músculos das bochechas são proeminentes sem presença de rugas. Quando o cão está se concentrando formam-se rugas na sua testa, o que oferece ao APBT sua expressão singular.

FOCINHO: O focinho é largo, profundo com um afilamento muito suave indo do stop para o nariz com uma ligeira separação debaixo dos olhos. O focinho é mais curto do que o comprimento do crânio, com uma proporção de aproximadamente 2 para 3. O dosro do focinho é reto. A mandíbula inferior é bem desenvolvida, larga e profunda. Os lábios são secos e bem ajustados. Faltas: focinho pontudo, comissuras labiais pendentes, mandíbula inferior fraca.

DENTES: O APBT tem a dentição completa com dentes bem nivelados e brancos, encontrando-se numa mordedura em tesoura. Falta: mordedura em torquês. Faltas sérias: mordedura com prognatismo ou enognatismo, mandíbula torcida, falta de dente (isto não se aplica a um dente perdido ou removido por um veterinário).

NARIZ: O nariz é grande, com narinas largas e bem abertas. O nariz pode ser de qualquer cor.

OLHOS: Os olhos são de tamanho médio, redondos ou amendoados, inseridos bem afastados entre si, profundos no crânio. Todas as cores são igualmente aceitáveis, exceto o azul. Olhos azuis são falta séria. A terceira pálpebra não deve ser aparente. Falta séria: Olhos esbugalhados, olhos de cores diferentes, olhos azuis.

ORELHAS: As orelhas são inseridas altas e podem ou não ser operadas, sem preferência. Se forem deixadas ao natural, as semi eretas ou em rosa são preferíveis. Orelhas pontiagudas, achatadas (deitadas) no crânio ou largas não são desejáveis.

PESCOÇO: O pescoço é de comprimento moderado, musculoso. Apresenta uma ligeira curvatura ou arco na crista. O pescoço vai alargando gradualmente conforme vai descendo do crânio até o ponto em que se junta com os ombros bem angulados. A pele no pescoço é bem ajustada, sem pele solta formando barbela.

DIANTEIROS: As escápulas são longas, largas, musculosas e bem inclinadas. O úmero é quase igual ao comprimento da escápula com a qual se une num aparente ângulo reto. As pernas dianteiras são fortes e musculosas. Os cotovelos se ajustam bem ao corpo. Vistos de frente, as pernas dianteiras colocam-se moderadamente afastadas e perpendiculares ao solo. Os metacarpos são curtos, poderosos, retos, flexíveis. Quando vistos em perfil, os metacarpos parecem quase eretos. Faltas: Ombros retos ou sobrecarregados, cotovelos virados para fora ou para dentro. Metacarpos cedidos, pernas dianteiras arqueadas. Munhecas viradas para fora. Pisada virada para dentro ou para fora.

CORPO: O peito é profundo, cheio e moderadamente largo com bastante espaço para acomodar o coração e os pulmões, porém o peito jamais deve ser mais largo do que fundo. O ante peito não se estende muito além da ponta do ombro. As costelas se estendem bem para trás e partindo da espinha dorsal apresentam um bom arqueamento, afinando, até formarem um corpo fundo estendendo-se até os cotovelos. O dorso é forte e firme. A linha superior é levemente descendente da cernelha até a garupa larga, musculosa e nivelada. O lombo é curto, musculoso, arqueando levemente em direção do topo da garupa, porém é mais estreito do que a caixa toraxica e apresenta um moderado recolhimento do estômago (tuck-up).

POSTERIORES: Os posteriores são fortes, musculosos e moderadamente largos. Nas laterais da cauda a coxa é bem cheia e profunda a partir do pélvis até o escroto. A angulação dos ossos e a musculatura dos posteriores devem estar em harmonia com os anteriores. As coxas bem desenvolvidas com músculos espessos e bem definidos. Visto de lado, os jarretes são bem angulados e os membros do posterior devem apresentar boa angulação e devem se perpendiculares ao solo. Visto de trás, os membros inferiores do posterior são retos e paralelos entre si.

PÉS: Os pés são redondos, devem estar em proporção com o tamanho do cão, e devem ser bem arqueados e ajustados. As almofadas são duras, resistentes e bem almofadadas. Os ergots podem ser removidos. Falta: pés espalmados

CAUDA: A cauda está inserida numa extenção natural da linha superior e vai se afilando para a ponta. Quando o cão está relaxado, a cauda é portada baixa e chega quase 'a ponta do jarrete. Quando o cão se movimenta, porta a cauda em nível com a linha superior. Quando o cão está excitado pode portar a cauda levantada em posição ereta (denominada: cauda de desafio), porém jamais a cauda deve ser postada sobre o dorso (denominada: cauda alegre). Falta: Cauda longa ( a ponta da cauda ultrapassando a ponta do jarrete). Falta séria: Cauda alegre (não deve ser confundida com a cauda de desafio). Cauda apresentando dobra ou quebrada. Desqualificação: Cauda cortada.

PELAGEM: A pelagem é brilhante e lisa, deitada no corpo e moderadamente áspera ao toque. Faltas: Pelagem crespa, ondulada ou rala. Desqualificação: Pêlo longo.

CORES: Qualquer cor ou distribuição de cores, bem como qualquer combinação de cores são aceitas.

ALTURA E PESO: O APBT deve ser tanto poderoso como ágil, portanto o seu peso e sua altura são menos importantes do que a correta proporção entre altura e peso. O peso desejável de um macho adulto em boas condições oscila entre 35 e 60 pounds ( 15,87 e 27,21 kg). O peso desejável para a fêmea madura em boas condições oscila entre 30 e 50 pounds (13,60 e 22,67 kg). Cães acima dos pesos mencionados não devem ser penalizados a não ser que sejam desproporcionalmente musculosos ou pernaltas.

MOVIMENTAÇÃO: O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção do centro da linha de balanço. Faltas: Pernas que não se movem no mesmo plano, pernas com super alcance; cruzar as pernas dianteiras ou posteriores, pernas se movendo muito juntas ou se tocando, movimentação bamboleante, passo saltitante, andar em lateral, ação em hackney, movimentar-se com dificuldade.

DESQUALIFICAÇÕES: Criptorquidismo ou monorquidismo. Agressividade ou extrema timidez. Surdez unilateral ou bilateral. Cauda cortada ou ausência de cauda. Albinismo. Nota: Apesar de algum nível de agressividade ser característico da raça, a United Kennel Club espera que os apresentadores cumpram os regulamentos que visam o temperamento do cão nos eventos promovidos pela entidade. ESCALA DE PONTOS Aparência geral, personalidade, obediência 20 Cabeça, focinho, olhos, orelhas 25 Pescoço, ombros e peito 15 Corpo 15 Pernas e pés 15 Cauda, pelagem e cor 10 Total 100


Referências: Pit Bull Club
Foto: O pitt mais lindo e delicioso do mundo com o marido da minha grande amiga Naty. esse é um exemplo de como um cão pode ser transformado. Joey.. a tia te ama e vc sabe disso né seu lindo?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Agressividade Idiopática


Sabemos que hoje em dia há muitos cães agressivos. Desde os que estão na rua sofrendo maus tratos até os que estão dentro de casa dormindo na cama dos proprietários.
Me bati hoje com o caso de um poodle que parecia um "gremilin" e deu um trabalhão para ser contido. Ele mordeu a mão da dona a ponto de furar e sangrar bastante.
A agressividade pode ter muitas causas, desde mimo demais onde o cão acha que manda e nesse caso classificamos como por dominancia, até por estar sentindo dor.
Mas o enfoque hoje é uma agressividade que não há adestramento, ou causa. É idiopática, ou seja, desconhecida.
Essa agressividade é rara e tem supõe-se que tem origem genética. Não há exames que comprovem que o animal sofre disso e sim o comportamento que o dirá.
Agressão Idiopática: a agressão que é verdadeiramente imprevisível. Este tipo de agressão, que é muito raro, é freqüentemente confundida com agressão por dominação sutil. Com a agressão idiopática, o cão vai atacar qualquer coisa em seu caminho, animado ou inanimado.

Existem várias raças que sofrem deste tipo de agressão, como a Pyrananean Mountain Dog, Bernese Mountain Dog, São Bernardos, Rottweilers, Dobermanns e, especialmente, Cocker Spaniel Inglês dourado. A pesquisa indica que essa agressão é inerente e, portanto, ao escolher uma dessas raças, é importante verificar para trás pelo menos três ou quatro gerações para se certificar de que o comportamento não veio à tona dentro da linha. Os cães que sofrem agressão idiopática geralmente parecem ser doce, amoroso, cães bem educado que, de repente, sem motivo aparente ligar os seus proprietários e visitantes mordendo-os na perna, mão, braço, ou até mesmo rosto. Uma vez que a raiva súbita termina, eles retornarão ao seu normal seres amorosos. Neste momento, não há tratamento conhecido para a agressão idiopática.


Não há tratamento para essa agressão e por isso algumas raças grandes são proibidas em outros países. Pois uma vez tendo essa agressividade, o cão pode atacar idosos e crianças de forma fatal. Normalmente é feita a eutanásia desses animais.

Antes de auto-diagnosticar seu animal com agressividade idiopática, recorra a adestradores competentes.

Lambeijocas